Thursday, August 12, 2010




Sinto que há um abandono dentro de mim.


Um abandono que tem cheiro de morte


Provocado pela ausência.





Sinto que há um movimento maior dentro de mim.


Um movimento linear não mais circular


Que leva-me, talvez, de encontro a um sentimento de libertação.





Sinto que há um adeus surgindo.


Um adeus não programado, não esperado, mas que surge


E surge em um tempo certo


O tempo que sem perceber desenhamos


Com nossos abandonos; pela nossa ausência de palavras certas.






Patrícia Prado






Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de Janeiro à Janeiro
Até o mundo acabar....

Roberta Campos e Nando Reis - de Janeiro a Janeiro